<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694</id><updated>2012-02-16T06:15:31.438-08:00</updated><title type='text'>O beabá da mulher maravilha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-3815050559721716540</id><published>2012-02-15T11:05:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T11:06:26.604-08:00</updated><title type='text'>Todos os caminhos levam a Roma</title><content type='html'>Imbuída de um sentimento coletivo e de origem desconhecida, aos 10 anos decidi que minha Barbie precisava de um marido. Não bastavam os vestidos feitos pela minha mãe, ou comprados na feirinha. Minha Barbie precisava de mais um acessório: o Ken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi feito de esforço para conseguir aquele boneco não se mede em palavras, mas finalmente ele chegou. Trouxe segurança e companhia a minha boneca, cansada de dormir sozinha na estante, e uma estranha sensação de que os problemas advindos da solidão acabavam na companhia, constante e infinita, de um esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já um tantinho mais vivida, começo a desconfiar de que as meninas nascidas de um bom tempo pra cá são mais ou menos “predestinadas” a acreditar no casamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento: uma junção de pessoas e valores, e, provavelmente, uma das mais antigas instituições da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que esta “predestinação”, com muitas aspas, tem se parecido muito mais com uma forma encontrada por algumas mulheres - atualmente, tão confusas com seus próprios estados interiores - de não se sentirem sozinhas, de terem seus desejos de atenção e prazer atendidos, ou uma busca desesperada por uma felicidade que ela própria não consegue mais enxergar em sua inata existência singular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que muitas acreditam realmente sentir amor aos seus cônjuges, e desejarem dividir suas experiências com seus parceiros (as). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com tantos casos de divórcios, separações, traições, crimes passionais, ou mesmo, o famigerado medo do comprometimento e da responsabilidade que aumenta, ao fazer parte desta instituição, duas possibilidades me ocorrem de forma instantânea: ou estamos bem confusos com o que chamamos de amor, ou estamos desesperadamente assustados com o fantasma da solidão!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Paloma, ainda acredito no casamento. Ainda acho que existam homens e mulheres que, longe dos mesquinhos desejos materiais e físicos, sintam algo que vai ainda além da entrega a outrem. Pessoas que creem que, sozinhas, são inteiras, completas, mas que sabem que o amor, finalidade única de uma união afetiva, exista também no encontro com outra pessoa, com suas características próprias, e que ambas somarão a felicidade das duas. São estradas paralelas, com automóveis que andam para a mesma chegada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o matrimônio seja a salvação, mas o amor, em sua verdadeira plenitude – se é que ainda merecemos senti-lo – não só serve de base, como orienta para as ações, aquelas que trazem uma sensação sincera e quase palpável de harmonia com o mundo, por mais perdido que ele pareça! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí no meio do texto você pensa com sarcasmo: “- Muito romantismo...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu te escrevo que o amor a que me refiro aqui, passa há anos-luz de distância deste conceito meloso e fraco que muitos acreditam sê-lo. E digo o mesmo do casamento! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é forte, e não sempre simpático e agradável aos olhos dos outros. O amor sincero de um pai, por exemplo, está em advertir seu filho sobre os perigos, sobre as atitudes que carregam em si mais possibilidades de erros e sofrimento, e definir limites necessários para seu bem, enquanto não atingir maturidade e discernimento para agir sozinho. Mas também está em estimulá-lo a ser capaz de se perceber como sujeito atuante, a tomar iniciativas e desenvolver habilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verdadeiro amigo, que tem verdadeiro amor, não estará sempre ao seu lado, caso você opte por uma vida inconstante, negativa, e que te acarrete dor. Ele pode até estar lá, possivelmente, alertando sobre seu estado, buscando seu bem estar, mas nunca participando dos atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que ama verdadeiramente uma mulher, numa relação amorosa, não a prejudica, não lhe causa dor, a não ser, nesses fios doidos e intrincados que ligam a gente por aí... Mas ainda assim, quando há algum obstáculo, algum nó, e ambos sentem algo forte e sincero, pode ser que isso sirva para que amadureçam e tornem-se ou uma mulher ou um homem melhor. E isso independe de continuarem sendo parceiros ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as possibilidades têm como melhor ponto de fuga o amor, quando verdadeiro. Um sentimento incomparável e o único capaz de guiar um casal de forma harmônica e saudável por esta vida, e que transpassa, mesmo as relações mais trabalhosas. Porque casar e conviver dia após dia com uma mesma pessoa e todas as suas mudanças no decorrer do tempo, exige, definitivamente, muitíssimo esforço! Que não seria exigido das partes envolvidas se não houvesse um sentimento verdadeiro que os impulsionasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se tem chamado de amor, a meu ver, são uma série de sentimentos confusos de medo e carência. E não há nada mais cruel do que esse tipo de covardia, mascarada pela necessidade física, falsamente afetuosa e exagerada. Ela é cega, vil, frágil, e mesmo assim capaz de causar muito estrago. E o pior, não mostra a verdadeira personalidade daquele que se esconde sob ela. Isso, realmente, não me parece amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o amor fraternal, paternal, maternal, amigável, amoroso, tem a intenção de sempre levar os envolvidos a um bem estar, mesmo que não imediatista, porque não acreditar que, sim, vale a pena entregar-se de corpo, alma e vida a outro que faz o mesmo, conscientemente a você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que às vezes é um pouco complicado perceber o grau de envolvimento de outra pessoa dentro de nossas vidas, mas para isso, homens e mulheres são munidos, de nascença, daquela voz sutil que bate, teima, sugere, alerta de fininho ou berra nos nossos ouvidos: a intuição! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um objetivo, um farol que orienta. Como uma casa estilo mansão imperial, confortável, mas que exige limpeza, cuidados e manutenção. O amor assegura ao homem a certeza de que a sua existência já é algo muito lindo e importante, para ele próprio, seguir em frente. E para essa outra pessoa que o completa, isso também será um sentimento impulsionador, de alegria, de motivação para suportar as dificuldades, resolver os pepinos e abacaxis de uma relação, e saborear, com todos os sentidos, uma união leal, fiel, sadia e respeitosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como em tempos remotos quase todos os caminhos levavam a um único império, hoje, os nossos caminhos também nos levam a algum lugar. Mas as estradas estão bem mais entulhadas e com um horizonte turvo. Por pedregulhos, restos de brigas, guerras, rancores, estilhaços de terceiros, armadilhas e tudo o mais que podemos, ou não, imaginar. Mas saiba que, solteira (o) ou casada (o), o amor sempre conduz as coisas para os melhores destinos, para os grandes impérios. Indestrutíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paloma Portela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-3815050559721716540?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/3815050559721716540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2012/02/todos-os-caminhos-levam-roma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/3815050559721716540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/3815050559721716540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2012/02/todos-os-caminhos-levam-roma.html' title='Todos os caminhos levam a Roma'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-2756096465810320471</id><published>2012-01-18T05:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T08:49:04.242-08:00</updated><title type='text'>Consciência corporal – O retorno</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nosso corpo sabe.&amp;nbsp; A inteligência que perpassa nosso ser como um todo, deixa no corpo um de seus reflexos mais perceptíveis para nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois de uma fase de correria, atribulação, desgaste ou um trauma emocional, nosso corpo guarda e marca em sua dinâmica algo do estresse passado. Eu já tinha lido sobre isso em vários lugares, mas não havia percebido o impacto que isso pode ter, até acontecer comigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Só algum tempo depois de uma fase difícil e muito estressante, pude ver como cada vértebra e músculo estavam ressentidos: tensos, enrijecidos e mal humorados. Quando vi que nada se mexia ou funcionava como deveria, percebi que meu corpo havia acumulado tanto quanto minha cabecinha e o coração durante aquele período difícil. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi quando, em dado momento, fazer um simples alongamento no pulso me trouxe à tona a uma consciência corporal já esquecida e negligenciada durante o período de estresse - algo havia acontecido aqui dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um corpo exaurido, uma mente esgotada e uma alma entristecida. Difícil caminhar nesse estado não é mesmo? Difícil promover as mudanças sempre necessárias na carreira, relacionamentos, vida pessoal e intelectual desse modo, não? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então lá fui eu dar toda a atenção que meu ser, começando pelo corpo, necessitava: ajuste nas horas e períodos de sono, exercício, alimentação correta, contato com a natureza, menos computador, definitivamente, menos computador! Desintoxicação emocional, revisões internas ainda sem data para acabar, e um sentimento de acolhimento, que aprendi com uma amiga muito querida, que é algo como “a capacidade de se abraçar”, no sentido figurado. Cuidar de si, conversar consigo, dar atenção a nós mesmas, procurar entender quais são os entraves, as necessidades prioritárias, os curativos a serem feitos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O resultado de uma pequena, quase mínima parte, digerida desse grande e múltiplo processo, eu conto aqui para vocês...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Naquele determinado período complicadinho, mal sabia eu que de nada adianta dormir e descansar, se você dorme mal, tem insônia de noite e muito sono no meio da tarde, períodos em que, biologicamente deveríamos ter sono e disposição, respectivamente. Tudo bem, todos temos nossos ritmos, mas nosso corpo, com seus fluxos, transformações, processos celulares, enzimáticos e outros, não está apartado do meio que o circunda, o que inclui o dia, a noite, determinados horários, estações do ano, temperaturas e etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se não é nenhuma novidade que lua e o sol influenciam nossos processos corporais, como não atentar para isso? Se até para os praticantes do Tai- Chi, por exemplo, é sabido que se deve acordar cedo para receber a energia matinal que desponta cedinho a cada manhã, e que regerá os processos da natureza ao longo de todo dia, como nós podemos querer tentar participar disso somente de acordo com nossa agenda? Não é nada místico, veja bem, eletromagnetismo, fotossíntese, absorção de nutrientes pelas plantas, pelos nossos ossos, tudo caminha em perfeita harmonia no frescor de um dia bem começado e bem aproveitado. Mas isso havia passado despercebido para mim, e dormir mal ou com um sono desequilibrado foi o primeiro ponto negativo para meu corpo, sentido somente algum tempo depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A alimentação foi outra que somou mais alguns pontinhos. Não é a toa que parece que os médicos dão sempre os mesmos conselhos, mas... Sabemos por que eles dão estes conselhos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma dieta pobre em vitaminas e rica em alimentos com efeito bioquímico semelhante aos antidepressivos, relaxantes e estimulantes - como café, carboidratos, açúcar, chocolate e gorduras, podem destruir o organismo e a disposição de qualquer um a longo prazo. Acredite. Não estou falando só de questões como aumento de peso ou estado da pele, desencadeados pelas mudanças hormonais e padrões de alimentação, estou falando também de coisas como alegria e disposição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Todo mundo diz que é importante comer frutas, verduras, vegetais e cereais, mas poucos sabem que a variedade de vitaminas e componentes que uma refeição balanceada nos dá é fundamental para o bom andamento de nossa vida emocional também. O equilíbrio de nutrientes variados em nosso corpo pode influenciar processos e doenças, que vão desde um cansaço, irritação ou dor de cabeça, até problemas mais graves, como câncer e depressão. Sim, comer aquela fruta no café da manhã, saladas, legumes e vegetais é muito importante para sua vida. Mesmo! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dormir, comer e... Agora eu vou entrar em um território um pouco mais delicado, porém, fundamental de ser explorado na época em que vivemos, que é o dos pensamentos, sentimentos e intuições. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Longe de estarem apartados de nossos processos físico-emocionais, eles fazem uma ponte entre nossas materialidades mais densas: corpo, tecidos, células; e as mais sutis, como átomos, eletricidade e vibrações energéticas. Calma, sem susto, eu já explico! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Veja só, por exemplo: um único pensamento (materialidade sutil) é capaz de desencadear uma onda elétrica, que por sua vez, estimula um processo bioquímico, que irá atuar diretamente no corpo e em nossos órgãos (materialidades mais densas), trazendo saúde, longevidade e nutrição a determinadas partes dele, ou intoxicando, degenerando, causando mal estar e doença. Um dos exemplos mais comuns e fáceis de visualizar é a gastrite nervosa. Para quem tem, já teve ou conhece alguém que tem, sabe do estou falando, e de como sentir, pensar e intuir, tem tudo a ver com acordar de bom humor e disposto (e até se viver uma vida inteira assim), ou pelo contrário, passar boa parte de seus dias de mau humor, desanimado e com dores que mudam de lugar a cada dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ampliando o quadro não é difícil ver como tudo participa de uma dinâmica maior, capaz de desencadear efeitos concretos e muito sérios, já que as emanações sutis que nos circundam, atingem também nosso físico, não interessa se as vemos ou não. Nossos estados internos podem ser influenciados de forma positiva ou negativa por tudo que está a nossa volta: pessoas, lugares, ambientes, sons. Não é preciso ser hipersensível para ser influenciado por algum barulho ou música que ouvimos com frequência ao nosso redor, por exemplo. Não vemos o som, não vemos a raiva ou a tristeza, mas eles estão lá, existindo e atuando sobre todo o nosso ser e influenciando nosso corpo, nossas decisões, nossas vontades. Feliz daquele ou daquela que conseguir sair um pouquinho da correria da vida cotidiana para perceber o que atua sobre nós durante o dia-dia, e de que forma. Mais feliz daquele que souber filtrar as influências que nos circundam de forma proveitosa para si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Parece chavão, mas a saúde é mesmo um conjunto intrincado de relações que vão muito além do que acontece entre os problemas que nos são perceptíveis, e os remédios prescritos por um médico para tratar de tais problemas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E as mulheres, que quase sempre são mais sensíveis que os homens, tendem a ser muito mais suscetíveis aos desequilíbrios de um modo geral, não importando se malham ou se têm resistência física. Temos que cuidar de nós mesmas e reaprender como se faz isso com urgência, pois é urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca antes na história estivemos expostas a tantos fatores nocivos, que tendem a nos causar dano quase que ininterruptamente. E o pior, nunca antes, também, fomos tão responsáveis por estes fatores e estados como agora, co-participando e nutrindo coisas que no final das contas, acabam não nos fazendo bem. E como eu disse, um indicador bem perceptível disso é nada mais nada menos do que o próprio corpinho que nos carrega.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lá atrás, quando pude sentir a impressão de um corpo dolorido, uma mente improdutiva e uma emoção maltratada sobre minha consciência, não restou outra coisa senão ir correndo cuidar de mim. A boa notícia é que sobrevivi, melhorei, e esse período todo, ao menos, me rendeu um bom assunto (longe de terminar), para trazer aqui para vocês, no Beabá!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um grande abraço!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por: Caroline Derschner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-2756096465810320471?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/2756096465810320471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2012/01/consciencia-corporal-o-retorno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2756096465810320471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2756096465810320471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2012/01/consciencia-corporal-o-retorno.html' title='Consciência corporal – O retorno'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-2329749693267687038</id><published>2011-12-28T04:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T04:07:03.734-08:00</updated><title type='text'>Alicerce</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;As arquitetas e os arquitetos talvez me compreendam mais rapidamente em relação aos outros, mas em quase toda vida humana se empreende uma obra (péssimo trocadilho...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Em algum momento da nossa existência iniciamos construções, reformas, às vezes até muros de pedra sobre barranco puro, virgem e rígido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Derrubamos árvores antigas com o pesar de quem, intuitivamente, sente que inicia pelo passo errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Arrancamos asfaltos esburacados, quebramos pisos, deslocamos móveis... Criamos entulhos sem local definido para nos desfazermos destes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Muito escrevo nos meus textos sobre mudanças. Quase sempre internas, raízes das externas. E estas, por sua vez, nos moldam perante a vida. Quando a sabedoria chega, nos torna inteiros, sem fronteiras entre o que somos, o queremos ser e em como o outro nos, verdadeiramente, enxerga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Interesso-me pelo tema porque não conheço homem ou mulher (maravilha) que tenha alcançado a almejada sabedoria, maturidade e paz de espírito que tanto sinto necessidade. Mas neste ano, perdida entre confusões e balanços, concluo que estive com pessoas (homens e mulheres-maravilha) que buscaram, pelo menos, empreender tais obras e, claro, externaram seus sonhos, suas alegrias e dificuldades, dividindo comigo experiências e encontrando caminhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Tive este privilégio! E esse foi um dos meus trunfos neste ano que finaliza. Apenas um destes anos, entre os outros de minha vida, em que pude viver justamente pela e para a felicidade de não temer mudanças, tendo como apoio o cuidado por si, e a atenção amorosa daqueles que, em algum momento, me inspiraram a derrubar paredes ou trocar portas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Não vivi vidas alheias, não sonhei a vida destes para a minha. Agi de forma diferente com os instrumentos usados nessas empreitadas, que resultaram em conclusões novas para o que, até aqui, tenho capacidade de enxergar, pisando com segurança sobre cada pedaço de chão que me suporta e que me serve de parâmetro para que nunca me esqueça das origens e limites que tenho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Fiz isso como mulher, tentando, muito insatisfatoriamente, descrever pensamentos nesses textos, cheios de incoerência e muitos erros gramaticais e ortográficos (obrigada, Carolzita, pelas revisões!); escolhendo cada vez melhor minhas companhias; afinando uma beleza mais gentil e cuidadosa, menos frívola; alimentando uma chama interna que aquece e queima mesmo nos dias mais solitários; uma tranquilidade, que não é transcendental, mas, realista e comum.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;E nada ainda pareceu, nem de perto, ser o suficiente. A cada novo ano, dia, um novo defeito grotesco descoberto! Uma mania irritante, uma impaciência nos períodos de TPM, choros guardados, dores que não se fecham, temores e sentimentos intuitivos de alerta que causam ainda mais temores... Porque nem só de flores pode se levar a vida... Até poderia, mas não estou – ainda – apta para isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;No entanto, não somente de obras e desconstruções se vive. Mas elas são cada vez mais urgentes, pelo que observo sobre o mundo e todos nós, ano após ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Será que já vivemos (e levamos para dentro de cada um de nós) tanto vácuo como agora, em relação a outros tempos? Tenho a impressão de que, cada vez mais, carregamos espaços vazios, segundos efêmeros, desperdiçados com as mesmas idiotices de sempre...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Espero que o novo ano, já tão breve, como todos os dias atuais – brevíssimos – traga muitas obras para todos. Repensar atitudes, realizadas ou não, horas jogadas ao léu, pessoas que foram descartadas pelos sentimentos mesquinhos de corações áridos e solitários, mais apego ao humano e desapego ao mundano, lealdade espontânea ao invés de fidelidade cega, mais perdão, inteligência emocional e menos submissão e fúria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A humildade e a coragem em suas lutas são como capacetes em campos de obra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Boas reformas! &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paloma Portela&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-2329749693267687038?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/2329749693267687038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/12/alicerce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2329749693267687038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2329749693267687038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/12/alicerce.html' title='Alicerce'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-9052553152813881234</id><published>2011-11-15T05:03:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T06:12:26.461-08:00</updated><title type='text'>Guerra dos sexos - A construção do poder feminino</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já vai longe o tempo em que os maridos mandavam em suas mulheres. É certo que em alguns lugares do mundo, isso não ocorreu como hoje vemos em grande parte das cidades globalizadas. &amp;nbsp;Mas reconhecemos que a mulher conquistou um lugar social que lhe faz livre para votar, sair na rua, expressar suas opiniões, estudar, escolher se quer casar ou com quem quer casar, e se terá filhos ou não. Direitos que soam até absurdos de não serem concedidos para uma geração como a minha, dos anos 80.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No entanto, da luta legitimada por direitos sociais até o termo “guerra dos sexos”, foram alguns anos de história e também de dominação, e o tal termo de tanto soar por ai, já virou clichê. Em todo caso, o que me chama a atenção, é que o termo “guerra dos sexos” continue até os dias de hoje sem ter seu sentido atualizado, pensado ou refletido. O que quer dizer “guerra dos sexos” hoje? Se existe um termo que sugere uma batalha de um sexo contra outro, porque isso ocorre e em que âmbito isso é considerado? Já parou para pensar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O termo sugere que haja uma luta, uma oposição, a briga por algo, algum lugar ou uma posição, mas que lugar é esse? Será que a tal da guerra dos sexos pode ser considerada uma luta por igualdade de direitos nas sociedades globais? Ou por um lugar bem específico e que conhecemos bem: a posição de dominação e controle, de supremacia, historicamente cunhada pela classe masculina? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A insatisfação e a revolta com essa condição de superioridade histórica, (repito, histórica, portanto factual), fomentou muitas revoluções e cunhou no imaginário contemporâneo o termo guerra dos sexos, que sugere que sim, há uma batalha pela conquista de algo. Mas quando falamos em guerra dos sexos hoje, pelo que se está lutando? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre lutar por igualdade de direitos e lutar pelo posto de dominação que a sociedade patriarcal exerceu de forma contingente e não inerente (repito, contingente e não inerente) durante tanto tempo, muita coisa se confunde e se mistura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se olharmos com cuidado, podemos reconhecer nesse processo histórico, sintetizado hoje pelo termo “guerra dos sexos”, uma busca pela força, pelo poder e pela capacidade de dominação, durante tanto tempo exercida sobre nós mulheres. Sentimentos que muitas parecem carregar à flor da pele, nutridos por uma ferida aberta há muito tempo, cuja dor atravessa as gerações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que passa despercebido, no entanto, é que na fermentação e no desdobramento das revoluções sociais em diferentes épocas e países que emancipou as mulheres enquanto cidadãs, moldou-se quase que ao mesmo tempo, as sutilidades de um novo e paradoxal modelo de dominação e controle, forjado no ódio, na raiva e no ressentimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Silenciosamente e quase que imperceptivelmente, da ideia de uma“mulher vencedora”, alguns estereótipos se formaram, transformando esta na mulher dominadora do sexo masculino, que culturalmente tem o “homem aos seus pés”. A culpa não me parece ser das revoluções sociais, nem da conquista de direitos de cidadania pelas mulheres. Mas não foi difícil crescer ali, em um território marcado pela opressão e humilhação, o desejo das mulheres de dominação sobre a classe masculina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A construção da versão estereotipada do poder feminino que seguiu esse triste rastro, se encaminhou para a formação de uma imagem da mulher como um ser capaz de domínio e poder sobre o homem. Não através da força, mas pela sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estereótipo fatal, que seduz e domina, por outros meios que não os das castas masculinas do século quinze. São mulheres implacáveis. Não sei se todo o estereótipo cultural guarda marcas de um processo histórico, mas a construção do poder feminino contemporâneo esbarra nesse tipinho típico com assustadora frequência. Exageradamente sexualizadas, belas, famosas, vaidosas, indefectíveis, notáveis e capazes de dominar - elas são o novo retrato de domínio social que a tal da batalha dos sexos nos mostra, sem precisar dizer nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Podem dizer que não há guerra nenhuma, que isso é apenas um termo, mas é impressionante a estranha simbiose ideológica que há hoje entre valorizar a mulher e fazer valer seus direitos, e cair na falácia cultural da estereotipação feminina que se valoriza, se sobrepõe e ganha espaço principalmente&amp;nbsp;através do corpo, da aparência física e da capacidade de atração do sexo oposto. E onde estão os outros valores femininos, que não sejam os atributos estéticos e materiais? Onde ficam no meio do vale tudo de mulheres indefectíveis e sedutoras, brigando por atenção e controle?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se as mulheres queriam se libertar de um lugar de dominação, sem querer, acabaram escravas de uma nova condição de si próprias e de um modelo que deixa todas suas outras virtudes e capacidades verdadeiras e perenes, aquelas que não se vão com a idade, a situação social e a aparência física, em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tornaram prisioneiras de uma condição implícita que prescreve que uma mulher vale tanto quanto consegue dominar e seduzir a classe masculina, e que entra em parafuso quando não se faz valer por esses atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, esse consenso cultural paradoxal atinge a mulher, rebaixando-a a uma condição vazia, inferior e empobrecida, sem que no entanto, ela se perceba disso com clareza.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E nessa bagunça histórica, emocional, cultural e midiática, eu me pergunto: será que já não é hora de novas revoluções? Nos emanciparmos da própria imagem construída para a valorização feminina hoje, parece, aos meus olhos pelo menos, uma guerra muito mais urgente do que a tal da guerra dos sexos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Por: Caroline Derschner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-9052553152813881234?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/9052553152813881234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/11/guerra-dos-sexos-construcao-do-poder.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/9052553152813881234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/9052553152813881234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/11/guerra-dos-sexos-construcao-do-poder.html' title='Guerra dos sexos - A construção do poder feminino'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-1116316712121924016</id><published>2011-10-15T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T12:21:43.886-07:00</updated><title type='text'>Quanto vale?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993333; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 19px;"&gt;(Escrito um dia antes de uma nova estrela surgir no céu.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt; &lt;br /&gt;Numa época em que grande parte da humanidade parece ter aderido ao capitalismo, observo que quase todos os elementos das nossas vidas, seja no cotidiano mais árido, ou nas questões mais existênciais do ser humano, são medidos por um padrão de qualidade cada vez mais concreto, material, fútil e volátil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter, viajar e mostrar se tornaram verbos chave em quase todas as conversas que tenho ouvido – ou lido, já que estamos&amp;nbsp;em plena era digital – entre minhas amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pouco vejo de verdadeiro entusiasmo ou conhecimento adquirido nas experiências relatadas, que poderiam ter sido muito mais aproveitadas, se vividas de forma mais profunda ou simplesmente simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas minhoquinhas e mais alguns acontecimentos recentes me fizeram hoje, questionar-me aqui com meus pensamentos, a seguinte reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto vale uma vida? Como saber se o que eu levo é uma boa vida ou, talvez, mediana, difícil...? Como equacionar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando-me como cobaia para essa divagação, vamos ver se consigo construir e resolver essa continha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que na minha adolescência eu queria sempre ter; ter aquela bolsa incrível, aquele esmalte maravilhoso, aquela calça... Ah... Aquela calça super difícil de encontrar! E mentiria se dissesse que meu humor não mudava após a aquisição daqueles mimos. Mas a euforia só durava até colocar os olhos, ou escutar, a publicidade do próximo grande objeto de desejo do momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tomamos gosto pelas viagens! Viajar quase sempre é uma delícia, pelo menos para mim. Sair da rotina, mudar os hábitos, conhecer lugares e pessoas diferentes... Mas viagens podem ser muito mais do que fotos tiradas e visitas a lugares novos. Viajar também significa aceitar os costumes e conceitos de um local novo, diferente do seu de origem; significa viver como um cidadão diferente do que você costumava ser no seu lugar de origem.&amp;nbsp; Viajar é passar por estradas, rodovias, sobrevoar cidades, estados e países, com histórias únicas. É voltar ou se sentir além do tempo usual. É olhar nos olhos das pessoas deste novo lugar e sentir que mesmo com idiomas, política, estrutura social e cultural diversa, a essência humana é quase sempre a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu me pergunto... Com isso em mente e, por exemplo, com pouca grana no banco ou dificuldades de locomoção, não seria possível aproveitar de forma similar uma boa leitura de um livro sobre a Índia ou Afeganistão? Ou assistir a um bom documentário sobre a cultura brasileira nordestina, sobre as tribos indígenas amazônicas ainda isoladas da civilização moderna? Viajar, desta forma, ganharia uma visão muito mais ampla e relativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à época das celebridades, mostrar as minhas conquistas, eu sempre faria para as pessoas que eu amo, e que sei da sincera admiração e carinho para com meus ganhos, e que sem dúvida também estariam a postos para me auxiliar nas minhas dores e perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos equacionar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Pois é... Essa vida me custa tão pouco... Eu só preciso cuidar da saúde do meu corpo - e nesse ponto dou um grande viva à medicina atual - amar, aceitar, aproveitar, fazer e observar, e reclamar menos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Conheci há pouco tempo uma garotinha linda, cheia de vida e limitações para vivê-la. E ela sempre, em quase todas as nossas conversas, era só sorrisos e gentilezas. Atualmente está travando, talvez, a mais dura e decisiva luta de sua vida, e lembrando-me dela nestes dias com mais força, me questiono esses valores que damos a tudo nas nossas vidas. Posses, aparências, soberba, orgulho...&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;No fim, paradoxalmente, a medida destes valores de vida acaba encontrando sentido na iminência da morte. Independente da sua forma de interpretação, querido(a) leitor(a), minha consciência profunda da morte é que me serve, hoje, de parâmetro para viver. Para medir a humildade com que lido com o outro e comigo mesma, com os meus medos, as minhas raivas, frustrações, dores, vaidades, ninharias... É nessa passagem para algo desconhecido que vejo a igualdade dos seres. E por isso mesmo, procuro me prender às coisas que ainda posso modificar ou melhorar, aqui, em vida. Não para validar uma eternidade feliz, mas, acima de tudo, para fazer valer – e agradecer - a vida que tenho. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Espero ter a liberdade de me livrar de tudo que me pese e que me impeça de lembrar que o que eu vivi e a forma como vivi, foi a mais bonita e dedicada. Com todas as limitações que nos são impostas, seja pela falta de dinheiro numa sociedade capitalista, ou uma doença grave, ou por qualquer outro motivo, se o preço da minha vida valeu, muito mais pelos sorrisos dados e ganhos, ela me valeu bem, e me custou bem mais em conta do que tudo que apostei nela.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.25pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Por: Paloma Portela&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-1116316712121924016?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/1116316712121924016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/10/quanto-vale.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/1116316712121924016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/1116316712121924016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/10/quanto-vale.html' title='Quanto vale?'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-8583525649267801310</id><published>2011-09-24T07:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T07:42:01.241-07:00</updated><title type='text'>Relações viciosas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;O título acima parece, antes de mais nada, uma contradição. Isso porque, para a sociedade atual, “relações” e “relacionamentos” parecem trazer em si um certo sentido de liberdade de escolha. &lt;i&gt;“Relações são livres e cada um escolhe como bem entender”&lt;/i&gt;, não é isso? Humm... Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos examinar a tal da contradição primeiro. Se a ideia de "relacionamentos" pende para uma certa liberdade de escolha, que faz ela junto à palavra vício? Que pressupõe uma relação de dependência, e por isso, de supressão de boa parte daquela liberdade que enxergamos em “relacionamentos” e “relações”. Ok, agora vou ter que pedir ajuda para as mulheres maravilhas de plantão, pois a coisa complica um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem é que já não teve ou presenciou uma relação viciosa, daquelas bem grudentas, em que uma pessoa, (ou pior, as duas) querem sair, mas não conseguem? Claro, todos os casais tem seus problemas que às vezes dão vontade de sair correndo da relação, como quem pula de um trem em movimento! (cena de filme de faroeste, só para ilustrar a adrenalina da situação). Sim isso existe também, mas as relações viciosas me parecem um caso a parte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Existe um livro curioso, chamado “Mulheres que amam demais” que fala especificamente de relações nas quais a dificuldade central é deixar um relacionamento pouco ou nada sadio para uma ou ambas as partes. O título em si, também soará contraditório, já que muitas das relações viciosas, se mostram carregadas de excesso de algo que parece tudo, menos amor. E me perdoe Vinícius ao dizer que amor é dor... Acho que amor é aprendizado, e aprendizado tem tanta dor quanto precisamos para aprender a andar de bicicleta, digo, lidar com o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É curioso, pois esse livro das mulheres que (&lt;i&gt;não&lt;/i&gt;) amam demais está recheado de casos extremos, como mulheres de criminosos reincidentes e vítimas de abusos, que, apesar dos pesares (diga-se bem pesados) não conseguem conceber o fim da relação. E ao ler o livro, o que a primeira vista nos parece uma teimosia infundada em permanecer em uma relação desfalecida, aos poucos, revela uma forte proximidade de tais mulheres a seus pares, quase como um nó. Diz o ditado popular que quem ama cuida e permanece ao lado do outro, mas acho que amar, de verdade, não pressupõe realizar todos os desejos do ser amado e permanecer com ele custe o que custar. Quem ama também deixa, vai embora, discorda e muda de direção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um nó. Foi essa palavrinha monossilábica que me ajudou a entender muito mais sobre relações viciosas, do que tratados de psiquiatria (sem desmerecê-los). Um nó não nos parece, hoje, em tempos de aparente liberdade de escolha nos relacionamentos, algo que se faça sozinho. Um nó que se aperta ou afrouxa, e que parece receber constantes contribuições de ambas as partes. E para as mulheres do livro, em especial, o nó sempre as confrontava com problemas próprios, as quais eram chamadas a resolver, por meio da relação. O nó diz respeito também ao que trazemos conosco, ao que somos, e às direções que decidimos tomar a todo momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deixo o livro um pouco de lado nesse momento, pois, ainda que houvesse muita aproximação entre os tipos psicológicos das mulheres que “amam” demais, não poderia se colocar todas no mesmo barco. Cada uma era cada uma. Assim como as relações danosas, ou viciosas, que se espalham por aí, trazem em si histórias e peculiaridades muito diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que podemos aproximar então, no meio de tantas possibilidades que permeiam as relações viciosas? Acredito eu, que como a própria palavra “vício” sugere, a &lt;i&gt;relação&lt;/i&gt; de dependência também merece atenção. O atendimento a um dependente, seja de alguma substância, de alguma emoção, ou até mesmo de um pensamento, como apontam os casos de TOC (transtorno obsessivo compulsivo), trabalha, além do objeto do vício em si (que também &amp;nbsp;tem um papel fundamental), a &lt;i&gt;relação de dependência&lt;/i&gt; que há entre ele, e a coisa à qual ele se vê aderido e incapaz de se afastar, naquilo que chamamos de “nó”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lógico, existem diferenças entre deixar alguém, e deixar uma substância, por exemplo. Mas creio que o pano de fundo que leva à dependência, o estado interno e as escolhas de vida da pessoa que se vê presa a algo ou alguém, é um aspecto que pode nos ajudar a compreender melhor a questão dos “nós”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida rege encontros e desencontros também de acordo com nossas ações pessoais, preferências, ideias, valores e bagagens inconscientes que trazemos conosco. Nenhum encontro é por acaso, nenhuma atração ou identificação é corriqueira, seja de amizade ou amor. E nenhum nó se faz sem uma cadeia de pequenas escolhas, fios de nossas ações em movimento, que dependendo de como foi tecida a trama, um dia podem se emaranhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É certo que todo nó ensina. E na aparente liberdade de escolha que há entre nós e as coisas que vem ou vamos ao encontro, parece sempre se desenhar, por trás da experiência (principalmente, as que se repetem), um ensinamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estou longe de encerrar o assunto, como quem faz uma continha de supermercado. E mesmo na conta de supermercado, sempre há aquele descontinho ou preço errado que surpreende no final da soma. Então, fica a reflexão sobre algum nó, ou múltiplos nozinhos, que somos chamadas a resolver, e que neles o sofrimento seja talvez, muito mais um aviso, do que a tal da “inevitável” dor de amor, que tanto cantam os poetas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Por: Caroline Derschner&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-8583525649267801310?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/8583525649267801310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/09/o-titulo-acima-parece-antes-de-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/8583525649267801310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/8583525649267801310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/09/o-titulo-acima-parece-antes-de-mais.html' title='Relações viciosas'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-5130520314434625558</id><published>2011-08-13T05:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T10:42:21.541-07:00</updated><title type='text'>Para as coisas que foram e que sempre serão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Surge naqueles momentos de silêncio interno, quando se ouve no início um chamado longínquo, que em seguida ecoa forte, quase insuportavelmente nítido. Você pode estar sozinha (o), num lugar íntimo, num “inferninho” barulhento, no meio de uma multidão desconhecida ou entre aqueles que não se cansam de chamar seu nome. De repente você olha para o lado, e lá está ela: a ausência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Saudade concentra sentimentos gostosos e agradáveis, mas como todos os sábios paralelos, sentimentos pontiagudos e azedos também fazem parte. E quase sempre vem com válvula de escape, o &lt;i&gt;Enter&lt;/i&gt;, o botão vermelho que&amp;nbsp;não&amp;nbsp;sabemos bem se devemos ou não apertar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Tardes de sol sem vento geralmente me trazem lembranças melancolicamente doces do lugar de onde vim. Do bairro tranquilo e ensolarado onde passei meus primeiros anos de vida, do céu gigantesco que gostava de contemplar do terraço de casa, nas manhãs de domingo, escondida dos meus pais, vendo aquela imensidão azul e, quando a sorte apontava, alguma pipa ou balão perdido. Ahhh... Aquela infância...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Gosto de sentir saudades. Longe da psicologia, psiquiatria, estudos técnicos e biológicos, saudade é beber um copo d’água com sede e sentir o fluir do líquido escorregando corpo adentro, deslizando pelos sulcos, refrescando regiões e saciando com simplicidade uma necessidade. Mas, importante dizer que nem sempre a água estará na temperatura ambiente, podendo às vezes estar gelada e descer queimando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Quando eu era adolescente me irritava ao lembrar-me das coisas que tinha, ou vivido menos do que gostaria, ou do excesso do que havia vivido. Amorecos, brigas, situações e momentos peculiares. E essa forma esquisita de lidar com a ausência daquilo que de alguma forma ainda me fazia falta durou por muito tempo, até, de fato, passar por um forte momento... Quem não o tem? Daquelas coisas que a gente faz ou vive e pensa após o fim, “Será que eu vou esquecer...?”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;E eis que um dia você acorda e percebe que, sem tudo aquilo pela qual passou, viveu, sorriu e sofreu, não seria quem o é hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Ok, nem sempre é fácil. Ok, quase sempre é muito mais para o difícil do que para o fácil! Mas pode acontecer assim, ou de qualquer outro jeito que acaba nos fazendo enxergar o presente e quem sabe o futuro, com mais brilho, ou pelo menos, menos turvo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Não falo da memória, essa é um poço sem fim. Falo daquele sentimento que, para mim, é sempre positivo para meu amadurecimento. Hoje limpo minhas gavetas com gosto, tendo um trabalho danado, às vezes, para organizar ideias e sentimentos, mas quase sempre, saudade vem acompanhada da ausência de alguma coisa que em algum momento me fez eternamente por alguns segundos ou anos, feliz como jamais imaginei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Acabou mal? Te fez sofrer? Está longe e fora de cogitação voltar para aquele lugar e tempo? As palavras sem dúvida seriam outras com a cabeça que você tem hoje? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6pt;"&gt;Escute o chamado, agradeça o sentimento, e sacie a sede, que só vem naturalmente quando há a necessidade. Um coração saudoso só faz fluir melhor as águas que correm aí dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paloma Portela&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-5130520314434625558?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/5130520314434625558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/08/para-as-coisas-que-foram-e-que-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/5130520314434625558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/5130520314434625558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/08/para-as-coisas-que-foram-e-que-sempre.html' title='Para as coisas que foram e que sempre serão'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-6494505895927986910</id><published>2011-06-30T17:11:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T17:11:52.287-07:00</updated><title type='text'>Nosso cantinho</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Jorge Drexler é um cantor e compositor uruguaio, de quarenta e seis anos, ex-médico e ganhador do Oscar de melhor canção original com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Al outro lado del río&lt;/i&gt;, para o filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Diários de Motocicleta&lt;/i&gt;, de Walter Salles (2005). Hoje, ele salvou meu fim de tarde. Sua voz regenerou os tecidos maltratados do meu ouvido, cansados do barulho, e da ninharia sem sentido ao meu redor; sua forma de cantar respeitou o silêncio que eu buscava no meio de tanto caos e fez com que eu, num momento em que nada realmente parecia ser nada, olhasse para dentro, e me mantivesse presente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Hoje peguei um trânsito daqueles... Dentro de um ônibus cheio, quente e triste. Duas horas num percurso de poucos minutos, em “dias comuns”; por sorte, sentada, mas vendo a vida passar sem o aproveitamento merecido. Livros, todos lidos. Só me restaram o vidro da janela e um mp3 sobrevivente (30% de bateria). Morar em São Paulo tem sido uma aventura, uma convivência forçada com um monstro de centenas de quilômetros e fumaça embalada a buzinadas. No meio do caos – e de uma quase histeria, encontrei paz na voz desse músico, cantando juntinho ao meu ouvido. E pensei por alguns longos minutos, em como o “monstro”, às vezes, pode estar dentro de nós... E em como é importante buscar a paz dentro de algum lugar, que ao passar dos anos, tem se tornado pequeno, escondido, guardado em nossos “eus”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Todos nós temos a “sorte” dos dias ruins... Talvez para lembrar-se da existência dos bons... Mulheres estão quase sempre propensas a reviravoltas hormonais, mudanças bruscas de humor, “aqueles dias” que chegam sem avisar, sentimentos oscilantes... Mas existem situações comuns a muitas pessoas, independente do gênero. Para aquelas pessoas que como eu, (sobre)vivem nessa cidade maluca... Trânsito! Ou melhor, trânsito intransitável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Num engarrafamento, daqueles bem longos e angustiantes, assistimos (e por que fugir da verdade? Participamos, também, às vezes...) a cenas de dor, raiva, ódio, desespero, apatia, ansiedade, egoísmo, quase tudo culminado pelo estresse. São situações que, ou ocorrem por causa de eventos externos, ou por atitudes nossas. Mas vivê-las, estar mergulhado nestes cenários, torna-se prova de fogo até para os mais “bons samaritanos”, educados e pacientes. Nestes momentos descobrimos nossa verdadeira solidariedade, nossos limites, nossa destreza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Para os que vivem entre carros, motos e coletivos em geral, quem poderia dizer que nunca ouviu falar de uma tragédia ou acontecimento em algum momento alheio, ou pessoal, de fúria, desembocando em atos ensandecidos? Sim, a “cidade grande” criou monstros sociais, econômicos e políticos, mas será necessário reforçar essa massa de sentimentos e agruras a nossa volta, e pior, carregar isso para dentro de si?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Momentos de dor excessiva, sobrehumana, estresse emocional urgente. Penso sempre nisso quando leio e vejo notícias sobre grandes tragédias, como enchentes, terremotos, tsunamis, eventos que estão tornando-se mais comuns dentro de nossas casas, também, pela rápida velocidade dos meios de comunicação atuais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Imagine a quantidade de pessoas que perderam entes queridos, bens materiais, uma vida inteira construída, e de repente se verem a sós? Imagine a quantidade de transtornos psicológicos que vários dos sobreviventes destes eventos desenvolverão? Existem, é claro, os que superam, que levantam e continuam, mas e aqueles que não resistem ao caos emocional...? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Comparação um tanto absurda, engarrafamento urbano versus tragédias humanas, mas o que tento desenvolver aqui é uma reflexão sobre como estamos, hoje em dia, o tempo todo prestes a topar com o caos, em seu pior sentido. Não me parece opcional, estamos à beira dele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;E há uma defesa? Não me esqueço de uma aula na faculdade, quando analisávamos um poema de Manuel Bandeira, e que interpretado pela (boa) professora, desenhava uma busca interior pelas singelezas do que de mais íntimo poderia existir nele próprio - no homem, não poeta - no que de mais humano poderia haver naquele ser. Não era num patamar espiritual que sua autodiscussão se desenrolava, era no silêncio necessário para seus ouvidos, na calma dos gestos curtos, nos perfumes ao redor, na visão obscurecida pelas pálpebras cerradas. A paz daquele homem, no poema, provinha deste estado de solidão consigo mesmo, presente com ele próprio, consciente de si, ainda ligado ao mundo externo por finas percepções, mas já alheio aos mais pesados ruídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Lembro-me também de um caso real bem conhecido, de um rico publicitário, que sequestrado por bandidos viveu em cativeiro por muitos meses. Após sua libertação, em entrevista bem posterior, disse que nos momentos de maior desespero, fraqueza, fome e dor, já quase perdendo a lucidez, ele reteve-se a fazer poucos movimentos. Ficava sentado, de olhos fechados, ouvia todos os mínimos sons mais próximos, concentrava-se na sua respiração e buscava algum “refúgio interior”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Na época em que li isso achei poético, mas confesso que o verdadeiro sentido daquilo (me parecia mais uma descrição de uma aula de yoga!) só tornou-se nítido para minha cabecinha, hoje, após encontrar o meu refúgio, apequenado pela aridez do cotidiano urbano, mas vivo, guardado em mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Não acho que seja uma atitude responsável da minha parte fugir dos problemas e fingir que acontecimentos desagradáveis sejam caprichos do destino, ignorando essas situações. Mas buscar um estado de tranquilidade frente a tantas ocorrências bizarras parece ser uma forma de equilibrar a montanha de sentimentos que podem emergir de momentos de angústia, seja na perda de alguém de modo inesperado, na apatia de um engarrafamento, na fase loucamente hormonal que me acomete todo mês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Por hoje, Jorge Drexler foi a ponte de acesso para que eu chegasse ao meu cantinho. Reservado e tranquilo, bem ali, mais perto do que imaginava (e sem necessidade de pegar trânsito pra chegar até ele!). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Por Paloma Portela&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-6494505895927986910?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/6494505895927986910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/nosso-cantinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/6494505895927986910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/6494505895927986910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/nosso-cantinho.html' title='Nosso cantinho'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-3219721355094139981</id><published>2011-06-21T17:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T10:06:45.567-07:00</updated><title type='text'>Filhos sustentáveis?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outro dia fui ver um documentário curioso chamado “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Receitas de um Desastre&lt;/i&gt;”. O filme mostrava os apuros de uma família finlandesa que tentou reduzir ao máximo seu impacto ambiental durante um ano. Vamos imaginar: uma família de classe média, pais empregados, um carro, duas crianças pequenas e muito frio. Até aí nada de novo. Mas se você pensar que ao final do documentário, ou melhor, do ano incomum vivido pela família finlandesa, eles chegaram à conclusão de terem economizado o equivalente ao impacto ecológico que dez famílias indianas produzem no mesmo período...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu não sei qual é o perfil de consumo médio de uma família indiana. Sei que na Índia não faz tanto frio como na Finlândia, nem parece ser um costume generalizado de lá levar os filhos de carro no colégio, longe disso. Mas, dessa relação de equivalência entre famílias, me chamou a atenção como a conscientização e o esforço de quatro pessoas, duas delas, “pessoinhas” ainda, valeram o impacto de tanta gente no final das contas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O tal do título “Receita de um desastre” acredito que tenha ficado por conta do rebuliço familiar que as medidas adotadas pelo Papai ecológico causaram, como não comprar absolutamente NADA que tivesse embalagem plástica no supermercado (o que beirava o impossível), vetar qualquer derivado do petróleo em casa e olhar feio até para o papel higiênico no banheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os filhos participavam da empreitada com a animação e a adrenalina que nós, adultos, deixamos de sentir a algum tempo em muitas áreas da vida. A mãe nem tanto. E ninguém gostava de ficar sem ver televisão, nem andar a pé na neve ou na chuva, ao invés de usar o carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas se a conversa principal dentro da família era sobre as “pegadas ecológicas” que eles deixavam, fazendo pequenas escolhas, (que no final, pesaram tanto quanto as escolhas das tais das dez famílias indianas), me parece que a maior “pegada de todas”, foi o impacto dessa mudança deixado nas crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entre a seriedade e a brincadeira que todas aquelas situações estranhas causavam aos pequenos, a importância das decisões sustentáveis pareceu ganhar para eles um contorno muito mais palpável, do que aqueles que atingem as crianças através de campanhas que dizem que “é importante cuidar do meio ambiente”. Afirmações que fazem sentido para nós adultos, mas que&amp;nbsp;sem exemplos práticos&amp;nbsp;podem ficar um tanto distantes para os pequenos.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando o Papai-sustentável do filme levava seus filhos para passear no parque, ele mostrava como as árvores da região estavam se modificando por conta do clima, como o barulho dos motores e aviões da cidade afastavam os pássaros e como o termômetro de sua casa se comportava de modo muito estranho em comparação aos anos anteriores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os dois meninos não receberam “catequização ambiental” de cartilha. Eles viam no dia-dia exemplos reais que davam sentido às escolhas dos pais. Como crianças não gostam de ficar sem respostas, elas acabaram sabendo que a energia solar que vinha do telhado ou as noites à luz de velas, tinham a ver com o derretimento das calotas polares, com o aumento do nível dos mares e com a escassez de peixes no mercado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em termos de educação ambiental ao menos, a família finlandesa merecia nota dez. Lógico que seu papai visionário cometia alguns excessos que deixariam qualquer família mais moderada e equilibrada em situação “insustentável”. Mas essa correspondência lógica entre causa e efeito, associando problemas ecológicos ao cotidiano, que pode fazer falta aos mais novos quando o assunto é Meio ambiente, estava ali tão evidente como nunca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se essa experiência toda valeu muito ou pouco, eu não sei. Só sei que para aqueles meninos, provavelmente a aula de Educação Ambiental no colégio ganhou um sentido bem diferente, ou no mínimo, uma corzinha “a mais”. Não ficou só verde como se pinta por aí, mas também mais colorida, já que foi pintada com as cores inesquecíveis da realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Caroline Derschner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-3219721355094139981?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/3219721355094139981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/filhos-sustentaveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/3219721355094139981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/3219721355094139981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/filhos-sustentaveis.html' title='Filhos sustentáveis?'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-2862994909765198804</id><published>2011-06-13T12:12:00.001-07:00</published><updated>2011-06-13T12:16:05.859-07:00</updated><title type='text'>Arrastando sofás...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;A gente mexe daqui, mexe dali, tira do lugar, arrasta, empurra, levanta... E haja dor nas costas, depois... Ontem fiz (mais) uma mudança em casa. Dessa vez só no quarto, que já há muito tempo vinha me incomodando pelas paredes e móveis sem vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;A maior parte das pessoas que conheço gosta muito de mudanças caseiras, meninos e meninas. Quando eu tinha uns 16 anos, uma amiga – com quem infelizmente perdi o contato – e eu trocávamos muitas figurinhas sobre formas diferentes de arrumar e decorar a casa, principalmente nossos quartos, que eram nosso espaço, de fato, para soltarmos toda a liberdade criativa. Ela dizia que após as mudanças feitas, gostava de ficar entrando e saindo, por várias vezes do quarto, só pra ter o gostinho de entrar num “espaço novo”, cheio de novidades! E eu concordo, surge uma sensação sempre gostosa após certas mudanças...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Mulheres, em especial gostam de mudar. Em geral, mudam os cabelos após um final de relacionamento, a cor do esmalte quando o humor se altera, os móveis da casa após um longo tempo com tudo sempre no mesmo lugar, os azulejos do banheiro, o jardim, o guarda-roupa (principalmente quando se faz aquela superlimpeza, com roupas boas para doação), panelas de um armário para outro, os livros na estante, a maquiagem, o piso da sala, tapetes, enfim, todas aquelas pequenas coisas que compõe o universo peculiar de cada uma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Porém, mudanças nem sempre são coisas assim, tão simples, externas e de fácil aceitação. Compartilho da ideia de que essas mudanças mais claras são na verdade, reflexo de um mundaréu de coisas que já estão acontecendo dentro de nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Preciso confessar que às vezes tenho uma necessidade doida de fazer uma faxina daquelas, em casa, e mudar tudo de lugar! E a sensação após essa aventura não é algo meramente externo. Em geral, essa vontade sempre bate quando estou com algum problema mal resolvido, ou alguma preocupação insistente. Coincidência? Quem sabe...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Mudar o cabelo certamente não te ajudará muito a resolver todos os conflitos internos que acometem nossas cabecinhas, depois de uma ruptura definitiva com o namorado. Mas sim, pode ajudar, em certa medida, a recuperar a imagem que você, em algum momento deixou de ver de si própria, e que entregou de bandeja nas mãos de outra pessoa. Em geral, é o chamamento pela autoestima, que deve ter ido pra bem longe. Parece uma mudança bem mais forte e profunda do que só cortar ou pintar as madeixas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Nossas vidas passam por mudanças quase todo tempo. E quer saber, acho que isso acontece de um jeito tão silencioso que muitas dessas vezes nem percebemos! Quando você ouve uma música, que te faz lembrar-se de algo, não muda seu dia? Quando você experimenta um novo sabor maravilhoso, ele não poderia destronar aquele outro sabor que até então era o seu preferido, e se tornar o atual? Essas são as mudanças silenciosas e relativamente tranquilas. Mas e aquelas que nos assustam? Que interferem no nosso modo de ser e de conviver com situações até então novas? Insistindo no caso do cabelo, e depois que você sai do salão? O que acontece? Ou quando perdemos algo ou alguém de forma repentina ou paliativa, mudar de emprego, mudar de cidade ou país, sair da casa dos pais, tornar-se pai, iniciar uma nova relação, morar junto com alguém, mudar hábitos (saúde, alimentação, manias)...? &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Conheço pessoas que odeiam mudanças (sim, ‘odeiam’, elas usam essa palavra!). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Mas o que é a vida sem mudanças? Mudar é movimento, e movimento é vida. O planeta gira e temos com essa rotação o dia e a noite, para sair, trabalhar, estudar, repousar, conhecer pessoas, ficarmos sozinhos... Temos também, nesse enorme movimento, as estações do ano, que sem dúvida exercem grande influência sobre nosso cotidiano. Mudamos também quando crescemos, e nos desperta uma vontade de aprender algo: ciência, música, natação, literatura, etc. E quando as mudanças não surgem de uma vontade interior nossa, mas pressentimos que algo está esquisito, algumas situações começam a surgir em nossas vidas, como que nos mostrando que já está na hora de mudar... São sinaizinhos simples, como uma goteira no teto, uma briga sem motivo, uma conversa estranha, mofo nas paredes, cabelo sem graça... Tenho a impressão de que são situações que pedem emergência para serem observadas com cuidado, e que caso nos sintamos tocados, algo deve ser feito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Ou seja, quase toda mudança pede uma reflexão, quase toda experiência de vida pede uma avaliação, pra sabermos se valeu a pena, ou não, agir de determinada forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="line-height: 150%;"&gt;Acho que o essencial é não termos receio de passarmos por transformações. É só lembrar que pra tudo na vida, o movimento se faz presente. Para os grandes astros no universo (estrelas nascem e morrem todos os dias e nem nos damos conta de que com essas mudanças muita matéria no universo se desfaz e se renova) até aos pequenos elementos mais simples na vida (como uma garota, que após muitas reviravoltas, resolveu tirar todas as velharias de casa e modificar seu mundinho). Mudar conscientemente é mudar com amor a si próprio. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paloma Portela&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-2862994909765198804?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/2862994909765198804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/arrastando-sofas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2862994909765198804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/2862994909765198804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/arrastando-sofas.html' title='Arrastando sofás...'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-7053860302665767457</id><published>2011-06-07T09:05:00.002-07:00</published><updated>2011-06-07T09:20:33.358-07:00</updated><title type='text'>Mais amor, meu amor...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Feliz dia dos namorados (e namoradas)! Mas... Por que comemorar toda a alegria de uma união amorosa em um único dia? Ou... Por que não criar, também, o dia dos solteiros, com a mesma lógica maluca que um dia fez alguém criar o 12 de junho como o dia dos pombinhos, em nosso país...?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Os argumentos mais frios são os de sempre: pura intencionalidade comercial. E de fato, para nós, aprendizes da nova versão mulher maravilha – e antenada! – fica fácil, fácil notar esse pseudo ar cor de rosa que paira sobre as ruas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas mesmo na loucura dos valores atuais, porque não refletir um pouco sobre tudo isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Afinal, estar com alguém que te faça feliz e que te realize só pela alegria em fazer este outro também feliz, já não é algo muito digno de ser comemorado em todos os dias? Já anda tão complicado encontrar uma pessoa bacana que esteja de livre e espontânea vontade disposta a querer dividir um mundo de sentimentos (e conflitos, lições, lágrimas, risadas...), isso parece ser quase como ganhar a copa do mundo! Deve ser lembrado e comemorado sempre que possível!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Relações sólidas (não vamos confundir com ‘cristalizadas’... daquelas em que nada muda, afinal, somos pessoas e estamos sempre à beira, ora do erro, ora do acerto, crescendo e mudando conforme a vontade de cada um de nós) devem ser mantidas com carinho e cuidadas como pedrinhas preciosas: polidas sempre que ranhuras aparecerem, limpas e mantidas longe de abismos em que elas possam cair e se quebrar. Mas relações sólidas não necessitam de provas de amor, juras datadas. Elas são o que são! Sinceras e sem frescuras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E essa solteirice que nos assola ultimamente!? As autoras destes textos tem a enorme honra em comunicar que estão fazendo o possível para aprender muito com a liberdade! E que delícia de liberdade, heim! Sair com as amigas, presentear com bombons umas as outras e festejar mais um dia de vida no meio de tantos outros! Cheias de saúde ou com o suficiente para sorrir um pouco de toda essa história de coisas fabricadas por uma mídia manipuladora ou vendedores malvados de rosas, que cobram 10 vezes mais num buquê, neste dia!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Passear, namorar, conversar... Tudo isso é também uma delícia. Mas estar só não é sinal de fracasso. Apenas de que ainda não encontramos alguém que mereça, de verdade, nossos carinhos, nossa atenção e cuidados. Podemos dedicar isso ao nosso trabalho, aos filhos - para as que já os tem, aos grandes amigos, a um prato novo que você resolveu inventar para convidar amigos pra jantar, a uma causa, enfim... Apesar de tema clichê em músicas e poemas, amor está em falta no mundo de hoje... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Se for solteirinha, como nós, escolha algo bem importante, ou só gostoso de fazer, para se dedicar neste dia, assim como em todos os outros da sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Se estiver acolhida e feliz no colo do seu queridão (ou queridona) pense se não vale a pena se esquecer disso tudo, e passar longas horas aproveitando a simples companhia do coração um do outro, enquanto estiverem juntos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Façamos do 12 de junho só mais um dia no calendário, em que saímos espalhando o verdadeiro amor a quem quiser receber.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Por: Paloma Portela&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-7053860302665767457?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/7053860302665767457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/mais-amor-meu-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/7053860302665767457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/7053860302665767457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/mais-amor-meu-amor.html' title='Mais amor, meu amor...'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-818588626540727672</id><published>2011-06-07T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T09:05:03.946-07:00</updated><title type='text'>Licença, maternidade.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ler qualquer revista de gente famosa e não se deparar com uma porção de mamães felizes exibindo seus barrigões, ou uma prole numerosa e sorridente, dessas de propaganda de pasta de dente na TV, hoje em dia é muito difícil. Muita felicidade parece exalar de todas as relações familiares coroadas com a presença de um pequeno ou uma pequena. Seja quem for, onde estiver e com estiver, a chegada de um filho parece dar sentido à existência de muita gente, já que é uma nova e agradável fase da vida, e para muitos, parte fundamental do projeto dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ter um bebezinho deve ser uma experiência maravilhosa, e até eu, do alto de meus 23 anos, me pego desavisada suspirando diante das fotos que parecem atestar que o nascimento de um filho é o derradeiro brinde de felicidade na lista de sonhos e realizações de uma mulher, de um casal, e às vezes de uma família inteira. Mas, de volta ao mundo real, pressinto, quase que imperceptivelmente, algo de estranho no ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em meio ao desejo partilhado por tantas, do filho que um dia virá, parece haver, em alguns lugares, pequena e tão escondida que quase não se vê, uma leve pressão, um afã, uma pressa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pressa, afinal, se a maternidade é tão boa assim, parece que em certos momentos, não vivenciá-la é sinônimo de frustração e negação da tão sonhada felicidade, para qual, fomos educadas enquanto mulheres. Mulheres que vivem em uma sociedade arraigada na plenitude da satisfação de desejos criados por nossa cultura. Sejam eles quais forem. Mas será que é bem assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já faz algum tempo que a mulher não é mais educada para ser só mãe, mas mesmo assim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;séculos &lt;/i&gt;de fermentação de um desejo imprescindível de ser mãe, fazendo desse seu papel social principal e seu direcionamento pessoal, perduram. E esse desejo, levado ao extremo, “espetaculariza” o momento tão bonito, íntimo, familiar e delicado que é a maternidade. Não escolhi esses adjetivos à toa, pois todos eles evocam uma ideia muito especial de proteção e resguardo. A gestação e o cuidado com um bebezinho estão desde a fecundação, voltadas para dentro. Dentro da barriga da mãe, dentro das emoções que envolvem a criança muita antes dela nascer e dentro do carinho e amor que há entre um casal - lugar que poucos, além do próprio casal, poderiam ser convidados a comparecer e conhecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu não pretendia citar o padre Marcelo Rossi, para não fazer associações religiosas, mas acho interessante fazê-lo, pois bem recentemente ele esteve mídia afora, alertando mulheres grávidas para que se guardassem dos olhares invejosos vindos de todo o resto de uma população feminina, em parte, insatisfeita e triste. Insatisfeita e triste por quê? Em tempos como os atuais, sem perceber, absorvemos ideias, pensamentos, fatos alheios, que mal sabemos nós, se servem ou não para nossa realidade e nosso momento de vida. Essa “espetacularização” da maternidade não está só na mídia, mas na sociedade em geral, perguntando insistentemente às pessoas quando irão encomendar o bebê, ou se já estão planejando o próximo. Parece haver uma avidez nisso tudo, uma pressa, um anseio de realização, quase que desesperado, que busca nos filhos, nos netos e nos sobrinhos, o encontro da felicidade feminina. E não é bem por ai, sabemos que não é. Para muitas esse dia não virá, ou ainda levará algum tempo. Um tempo que, mesmo sem filhos, é feliz e benfazejo, pois constrói, aos pouquinhos, a maturidade necessária para vida, e para a maternidade também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu também quero ter um filho um dia. Também sei que existe uma expressão, que faz tremer tantas mulheres, chamada reloginho biológico. Vira e mexe me deparo com ela, e é quase que impossível não vir à mente a imagem de um relógio, não um reloginho, como diz o termo, mas um enorme relógio do século dezessete, daqueles bem pesados, no qual cada volta do ponteiro parece avisar de uma pressa. Um tempo que corre passa vazio sem a chegada de um filho. E isso não é verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ser mãe antes de ter encontrado a si mesma, infelizmente não é uma realidade só das comunidades carentes ao redor do mundo. Das aldeias, vilarejos e favelas onde a gravidez precoce é regra e não exceção. Essa realidade está também nas maternidades dos bons hospitais e entre mulheres adultas. Porque maturidade, não vem só com a idade, ela vem de dentro, de um desejo íntimo de reconhecimento de si e evolução, de firmar o passo na caminhada da vida. E quando nos chega a feliz novidade da chegada de um pequeno em nessa caminhada, essa mulher terá muito que doar de si, para o cuidado e crescimento de seu filho. Mas ela só investirá nele, tanto quanto puder ter investido em si mesma antes desse dia chegar. E as tão aguardadas horas de felicidade junto ao bebê, com o tempo e principalmente lá pela pré-adolescência, farão muita falta em meio ao despreparo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mulheres, meninas, mães maravilha. A dica &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Slow&lt;/i&gt;, parece caber aqui também para nós. Vamos com calma. A finalidade de nossa existência não está só na maternidade, como a ciência e a biologia parecem fazer crer. E o encontro de nossa felicidade não está no filho que está por vir. Estar bem e feliz consigo mesma, ainda vem antes das lembrancinhas na maternidade e será muito necessário nas reuniões do colégio daqui a alguns anos. Será mais necessário ainda durante as conversas francas, e nas respostas das perguntas sem fim que todos os filhos fazem às suas mães. Por essas e outras, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Slow&lt;/i&gt;! Vamos pegar mais leve nessa vontade, e sempre que possível, deixar as revistas de cabelereiro de lado. Panfletagem de gravidez e frustração com a própria vida é uma mistura que não combina, e que pode gestar, durante muito mais do que nove meses, inveja e negatividade. Isso sim dá motivo para a choradeira interna de ambas as partes, e é capaz de tirar o sono de muita gente no meio da madrugada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por: Caroline Derschner&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-818588626540727672?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/818588626540727672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/licenca-maternidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/818588626540727672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/818588626540727672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/licenca-maternidade.html' title='Licença, maternidade.'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665638659662486694.post-1345700255423427981</id><published>2011-06-07T08:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T09:01:27.393-07:00</updated><title type='text'>Slow maravilha!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Slow&lt;/i&gt; meninas! A mulher maravilha não aguenta mais fazer o papel de faz-tudo. Se ela for a todos os encontros sociais que sua vida de heroína lhe pede, vai esquecer-se de cuidar de si mesma... Ou pior, quando ela enfim, tiver esse tempinho livre, mágico e precioso, pode até não saber mais como lidar com ele, e acabar procurando mais coisas para fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Curtir a própria companhia é algo que desaprendemos, e quase sem querer podemos confundir isso com solidão. E ninguém gosta de solidão. Por isso, em seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;beabá&lt;/i&gt;, Dona Maravilha pensou também nesse papo de viver a vida a milhão, em contrapartida com o tempo de cada coisa, feita com zelo, calma e carinho. Às vezes nos falta a sensação de fazer algo bem feito por falta de tempo ou de atenção, uma coisa de cada vez e da melhor forma possível, como uma dádiva. Fazer algo por nossa casa, para alguém, para nós mesmas, como quem dá um presente... Seja o que for. A alquimia da satisfação pessoal não é difícil de aprender, mas com certeza se esvai em meio a milhões de compromissos encavalados uns nos outros. A mulher maravilha achava que já vinha com a função multi-mulher-a-todo-vapor, daquelas que levam o filho na escola, falando ao celular, pensando no jantar, lembrando que não fez depilação! Mas acho que ela se enganou, então, como sempre, muita calma nessa hora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será que precisamos formatar nossa agenda, seja mental ou nossa agendinha de papel mesmo, dessa forma? O ministério das heroínas contemporâneas adverte: Salvar o dia é legal, mas depois de uma semana ou um mês assim, você acabará precisando salvar a si mesma!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por mais que o tempo esteja cientificamente se acelerando, a mulher maravilha pode fazer algo para não acelerá-lo ainda mais, dentro de si. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Slow&lt;/i&gt; é uma dica para quem está sempre a mil, e não estamos falando só de correr pra lá e pra cá, pois a cabecinha às vezes também não para de trabalhar, fabricando estresse e pouca paz de espírito. Então que tal se a gente começar de um jeito mais simples? Mais tarde iremos perceber que tudo começa pelo mais simples, mas isso é um segredo, que só descobrimos vivendo... (felicidade sempre rimou com simplicidade). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas será que conseguimos desacelerar sem parar? Outra dica do ministério: fazer as pequenas e grandes coisas com plenitude, vivenciando o presente com tranquilidade está muito longe de cair na preguiça e não fazer nada, pois quem não se movimenta se descontenta! (Outra rima filosófica!) Temos um montão de coisas pra fazer desde que colocamos nossos pezinhos para fora da cama, ao acordar. Um monte de coisas úteis que podemos fazer por nós e pelo mundo a nossa volta, mas para quem está em um dos opostos da balança, fazendo coisas demais ou de menos, essa oportunidade de realização pode passar despercebida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outra coisa que aflige as mulheres maravilha em potencial é viver sem descobrir o contentamento através do cotidiano. Pense bem, ninguém merece trabalhar contando as horas para ir embora ou ansiosa para as tarefas acabarem... Então, o que há de errado? Será que são as tarefas ou nossa relação com elas que está pedindo uma repaginação? Ouvi dizer outro dia que o trabalho é uma espécie de meditação ativa, traz felicidade e centramento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já parou pra pensar se estas qualidades estão presentes no seu dia-dia de trabalho? Será que não é hora de desacelerar e reajustar nossas prioridades? Ninguém é mãe, esposa ou funcionária antes de, primeiro, ser mulher, uma individualidade que também merece carinho e atenção... Então que tal dar um respiro? Uma pausa, um momento seu preenchido com coisas leves e positivas, como um livro, uma costura, o contato com a natureza, uma visualização, uma reflexão, uma música especial, uma comidinha feita com as próprias mãos... Nesse respiro, a singeleza do bem-estar pode aparecer, ou pelo menos, mostrar seu caminho. É só chamar, pois havendo um tempinho disponível, com certeza ela virá. A mudança pode começar pela mente, o resto, pega carona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por: Caroline Derschner&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665638659662486694-1345700255423427981?l=obeabadamulhermaravilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/feeds/1345700255423427981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/slow-maravilha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/1345700255423427981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665638659662486694/posts/default/1345700255423427981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://obeabadamulhermaravilha.blogspot.com/2011/06/slow-maravilha.html' title='Slow maravilha!'/><author><name>Mulher Maravilha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10104899229549013356</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-ozOqg0wN4Zs/TkKxzgw9ZMI/AAAAAAAAAGw/6JjvGOoZ-74/s220/perfil_agosto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
